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I Século - “Todo vocês devem seguir a liderança do bispo, como Jesus Cristo seguiu a do Pai; seguir o presbitério como seguiriam os Apóstolos; reverenciar os diáconos como reverenciariam os mandamentos de Deus. Não permitam que ninguém toque na Igreja, a não ser o bispo ou alguém enviado por ele. Onde está o bispo, é onde o povo deve estar, assim como onde Jesus Cristo está, igualmente está a Igreja Católica. Sem a autorização do bispo, não é permitido batizar ou organizar um culto; mas tudo que ele aprova é também agradável a Deus. Se agirem assim, tudo que fizerem será isento de perigo e válido." - Santo Inácio de Antioquia, (Carta aos Cristãos de Esmirna, 107 D.C.).******* I Século - “Há uma só esposa de Cristo que é a Igreja Católica” - Firmiliano, bispo de Capadócia, (Ep. De Firmiliano nº 14). ******* I Século - “Não só pela essência, mas também pela opinião, pelo princípio, pela excelência, só há uma Igreja antiga e é a Igreja Católica. Das heresias, umas se chamam pelo nome de um homem, como as que são chamadas por Valentino, Marcião e Basílides; outras, pelo lugar donde vieram, como os Peráticos; outras do povo, como a heresia dos Frígios; outras, de alguma operação, como os Encratistas; outras, de seus próprios ensinos, como os Docetas e Hematistas". - São Clemente - (Stromata 1.7. c. 15). ******* I Século - “A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da Igreja Santa e Católica em todo o mundo”. Nessa mesma Epístola se fala de uma oração feita por São Policarpo, na qual ele “faz menção de todos quantos em sua vida tiveram trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e especialmente de toda a Igreja Católica, espalhada por toda a terra” (c. 8). – Carta da Igreja em Esmirna. ******* I Século - “Onde está Cristo Jesus, está a Igreja Católica.” - Santo Inácio de Antioquia (Carta aos Erminenses. 8,2).******* II Século - “Deve-se, entretanto, reconhecer uma só Igreja, disseminada por toda a terra. João também, no Apocalipse, embora escreva só para as sete Igrejas, fala para todas. As cartas a Filemon, Tito e as duas a Timóteo, se bem que tenham sido redigidas por amor (a essas pessoas), não o foram menos para a honra da Igreja Católica e para organização da disciplina eclesiástica. (Cânon de Muratori) ******* II Século - “É necessário que eu tenha em mente a Igreja Católica, difundida desde o Oriente até o Ocidente” São Frutuoso, martirizado no ano 259, diz: (Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3). ******* II Século - “Cristo edifica a Igreja sobre Pedro. Encarrega-o de apascentar-lhe as ovelhas. A Pedro é entregue o primado para que seja uma Igreja e uma cátedra de Cristo. Quem abandona a cátedra de Pedro, sobre a qual foi fundada a Igreja, não pode pensar em pertencer à Igreja de Cristo". - São Cipriano - (De un. Eccl. cap. IV). ******* III Século - “— Como és chamado? — Cristão. — De que Igreja? — Católica” – Registrado na Ata do martírio de São Piônio (morto em 251) se lê que Polemon o interroga: (Ruinart. Acta martyrum pág. 122 nº 9). ******* III Século - “Como, depois dos Apóstolos, apareceram às heresias e com nomes diversos procuraram cindir e dilacerar em partes aquela que é a rainha, a pomba de Deus, não exigia um sobrenome o povo apostólico, para que se distinguisse a unidade do povo que não se corrompeu pelo erro?... Portanto, entrando por acaso hoje numa cidade populosa e encontrando marcionistas, apolinarianos, catafrígios, novacianos e outros deste gênero, que se chamam Cristãos, com que sobrenome eu reconheceria a congregação de meu povo, se não se chamasse Católica?” (Epístola a Simprônio nº 3). E mais adiante, na mesma epístola: “Cristão é o meu nome; Católica, o sobrenome” (idem nº 4). - São Paciano de Barcelona (morto no ano 392) escreve na epístola a Simprônio. ******* III Século - “Só a Igreja Católica é que conserva o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; este o domicílio da fé, o templo de Deus, no qual se alguém não entrar, do qual se alguém sair, está privado da esperança de vida e salvação eterna” - Lactâncio, convertido ao cristianismo no ano 300 - (Livro 4º cap. III). ******* III Século - “(...) pra dizer a verdade, ela – a Igreja Católica – é a primeira, a única, verdadeira regra de piedade. Sobre o assunto, basta. - Eusébio de Cesaréia" (HE 5,15) ******* IV Século - “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.” - Santo Agostinho (Contr. Epist. Manichaei. v, 6).******* IV Século - “Pedro é o vértice, o chefe dos Apóstolos" (I Concílio de Nicéia). ******* IV Século - “Se algum dia peregrinares pelas cidades, não indagues simplesmente onde está a casa do Senhor, porque também as seitas dos ímpios e as heresias querem coonestar (dar aparência de honesta) com o nome de casa do Senhor às suas espeluncas; nem perguntes simplesmente onde está a Igreja, mas onde está a Igreja Católica; este é o nome próprio desta Santa mãe de todos nós, que é também a esposa de nosso senhor Jesus Cristo” - São Cirilo de Jerusalém assim instruiu os catecúmenos (Instrução Catequética c. 18; nº 26). ******* IV Século - “Deve ser seguida por nós aquela religião cristã, a comunhão daquela Igreja que é a Católica, e Católica é chamada não só pelos seus, mas também por todos os seus inimigos” - Santo Agostinho - “ (Verdadeira religião c 7; nº 12). ******* IV Século - “Aquele que, feito homem, se tornara cabeça e senhor da humanidade, ora resgatou seu povo com seu Sangue, libertou-o, remiu-o e o fez seu. O véu do templo - a antiga aliança - rasgou-se" Papa Leão I (Leão I, Serm., 68, 3). ******* IV Século - “Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica. Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos." - São Paciano de Barcelona, (Carta a Sympronian, 375 D.C.).******* IV Século - “Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação." - São Jerônimo (Comentários acerca de Titus, 3,10 386 D.C.).******* IV Século - “Aonde está Pedro, aí está a Igreja." - Santo Ambrósio de Milão, (Nos doze Salmos 381 D.C.).******* IV Século - “Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado." - Santo Agostinho.******* IV Século - “A Fé Católica não ensina o que pensávamos que ensinava e A acusávamos inutilmente de fazê-lo". Santo Agostinho, (Confissões, 6,11, 400 D.C.).******* IV Século - “Pelo que foi dito, então, parece-me claro que a verdadeira Igreja, aquela que é realmente antiga, é uma só; e dela participam aqueles que, em acordo com o que foi determinado, são justos... Dessa forma dizemos que em substância, conceito, origem e imanência, antiga, Igreja Católica está só, juntando como o faz na unidade de uma fé que resulta de alianças familiares, - ou melhor dizendo, de uma aliança em eras distintas, pela vontade do DEUS uno e através de um Senhor, - aqueles que já foram escolhidos, aqueles predestinados por DEUS, que sabia desde a crianão do mundo que eles seriam justos. - São Clemente de Alexandria, (Estromata (Miscelânia), 202 A.D.).******* IV Século - “Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação... Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos.- Lactantius, (As Instituições Divinas, 304 A.D.) .******* IV Século - “Levemos em conta que a própria tradição, ensinamento e fé da Igreja Católica, desde o princípio, dadas pelo Senhor, foi pregada pelos Apóstolos e foi preservada pelos Pais. Nisto foi fundada a Igreja; e se alguém se afasta dela, não é e nem deve mais ser chamado Cristão." - Santo Atanásio, (Carta a Serapião de Thmuis, 359 D.C.) IV Século - “Eu não deveria acreditar no Evangelho a não ser que este seja movido pela autoridade da Igreja Católica." - Santo Agostinho de Hipona, (Contra a Carta de Mani, 397 D.C.).******* IV Século - “A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por Ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em Sua vinha, em Seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela" - Santo Agostinho de Hipona, (Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo, 6,14, 395 D.C.)*******

São Beda, o Venerável (672-735).

Precursor na morte como na vida
São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge, Doutor da Igreja
Hino ao Martírio de São João Baptista; PL 94, 630)

Ilustre precursor da graça e mensageiro da verdade,
João Baptista, tocha de Cristo,
torna-se evangelista da Luz eterna.
O testemunho profético que não cessou de dar
com a sua mensagem, com toda a sua vida e a sua actividade,
assinala-o hoje com o seu sangue e o seu martírio.
Sempre tinha precedido o Mestre:
ao nascer, anunciara a Sua vinda a este mundo.
Ao baptizar os penitentes do Jordão,
tinha prefigurado Aquele que vinha instituir o Seu baptismo.
E a morte de Cristo redentor, seu Salvador, que deu a vida ao mundo,
também João Baptista a viveu antecipadamente,
derramando o seu sangue por Ele, por amor.

Bem pode um tirano cruel metê-lo na prisão e a ferros;
em Cristo, as correntes não conseguem prender
aquele que um coração livre abre para o Reino.
Como poderiam a escuridão e as torturas de um cárcere sombrio
dominar aquele que vê a glória de Cristo,
e que recebe Dele os dons do Espírito?
Voluntariamente oferece a cabeça ao gládio do carrasco;
como pode perder a cabeça
aquele que tem a Cristo por seu chefe?

Hoje sente-se feliz por completar o seu papel de precursor
com a sua partida deste mundo.
Aquele de Quem dera testemunho em vida,
Cristo que vem e que já aqui está,
hoje o proclama a sua morte.
Poderia a mansão dos mortos reter esta mensagem que lhe foge?
Alegram-se os justos, os profetas e os mártires,
que com ele vão ao encontro do Salvador.
Todos eles rodeiam João com amor e louvores.
E com ele suplicam a Cristo que venha finalmente ter com os Seus.

Oh grande precursor do Redentor! Ele não tarda,
Aquele que te libertará para sempre da morte.
Conduzido pelo teu Senhor,
entra na glória com os santos!

Fonte: Evangelho Cotidiano

Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

São João Crisóstomo (345-407).

Sou manso e humilde de coração
Homilia em memória de São Basso, 2
 
Ainda hoje Cristo é para nós um Mestre cheio de doçura e de amor. [...] Vede como Ele age. Mostra-Se compassivo para com o pecador que, no entanto, merece as Suas censuras. Aqueles que provocam a Sua cólera deveriam ser aniquilados, mas Ele dirige aos homens culpados palavras cheias de doçura: «Vinde a Mim, tornai-vos Meus discípulos, porque sou manso e humilde de coração». Deus é humilde; o homem é orgulhoso. O juiz mostra-se clemente; o malfeitor arrogante. O artesão profere palavras de humildade; a argila discorre à maneira de um rei (cf Is 29,16; 45,9). «Vinde a Mim, tornai-vos Meus discípulos, porque sou manso e humilde de coração». Ele não traz o chicote para castigar, mas o remédio para curar.
Pensai na Sua bondade inexprimível. Recusareis o vosso amor ao Mestre que nunca castiga e a vossa admiração ao juiz que defende o culpado? As Suas palavras tão simples não vos podem deixar insensíveis: «Sou o Criador e amo a Minha obra; sou o artesão e cuido daquele que formei» (cf Gn 2,7). Se me preocupasse somente com a Minha dignidade, não levantaria o homem caído. Se não tratasse a sua doença incurável com remédios adequados, ele nunca poderia recuperar a saúde. Se não o confortasse, ele morreria. Se apenas o ameaçasse, ele pereceria. Ele jaz no solo, mas vou aplicar nele o bálsamo da bondade (cf Lc 10,34). Compadecido, baixo-Me para o ajudar a levantar-se. Aquele que se mantém de pé não poderá levantar um homem caído no chão sem se inclinar para lhe estender a mão. «Vinde a Mim, tornai-vos Meus discípulos, porque sou manso e humilde de coração».
 
Fonte: Eclesia.com.br

 


Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

São João Crisóstomo (345-407).

Sigamos os Magos
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n°7, 5

Levantemo-nos, a exemplo dos magos. Deixemos que o mundo se perturbe; nós, porém, corramos com alegria à morada do Menino. Ainda que os reis ou os povos se esforcem por nos barrar o caminho, não abrandemos o nosso fervor, afastemos todos os males que nos ameaçam. Se não tivessem visto o Menino, os magos não teriam escapado ao perigo que corriam por parte do rei Herodes. Antes de terem tido a felicidade de O contemplar, eram assaltados pelo temor, estavam rodeados de perigos e mergulhados em dificuldades; depois de O terem adorado, a calma e a segurança instalaram-se-lhes no coração. [...]
Deixemos pois, também nós, uma cidade em desordem, um déspota sedento de sangue, todas as riquezas deste mundo, e vamos a Belém, a «casa do pão» espiritual. Se és pastor, vem ao estábulo e aí verás o Menino. Se és rei, de nada te servirão as vestes faustosas e todo o brilho da tua dignidade se não vieres. Se és um homem de ciência como os magos, de nada te servirão os teus conhecimentos se não vieres apresentar os teus respeitos. Se és um estrangeiro, ou um bárbaro, serás admitido na corte deste rei. [...] Basta vires com temor e alegria, os dois sentimentos que habitam um coração verdadeiramente cristão. [...]
Antes de vires adorar este Menino, abandona tudo aquilo que te pesa. Se és rico, deposita o teu ouro a Seus pés, ou seja, dá-o aos pobres. Estes estrangeiros vieram de muito longe para contemplar este recém-nascido; como poderás [...] recusar-te a dar alguns passos para visitar um doente ou um prisioneiro? [...] Os magos ofereceram os seus tesouros a Jesus, e tu não tens sequer um pedaço de pão para Lhe dar? (Mt 25,35ss). Quando viram a estrela, o coração encheu-se-lhes de alegria; e tu vês Cristo nos pobres, a quem tudo falta, e passas de lado, não te sentes emocionado?
  
Fonte: Eclesia.com.br

Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

São João Crisóstomo (345-407).

A multiplicação dos pães
Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n°49, 1-3

Reparemos no abandono confiante dos discípulos à providência de Deus nas maiores necessidades da vida, e o seu desprezo por uma existência luxuosa: eram doze e só tinham cinco pães e dois peixes. Não se importam com as coisas do corpo; consagram todo o seu zelo às coisas da alma. E mais, não guardam as provisões para eles: deram-nas ao Salvador assim que Ele lhas pediu. Aprendamos com este exemplo a partilhar o que temos com aqueles que estão em necessidade, mesmo que tenhamos pouco. Quando Jesus lhes pediu para Lhe darem os cinco pães eles não disseram: «E com que ficaremos para mais tarde? Onde encontraremos aquilo de que precisamos para as nossas necessidades pessoais?» Obedeceram de imediato. [...]
Tomando, pois os pães, o Senhor partiu-os e confiou aos discípulos a honra de os distribuírem. Não queria apenas honrá-los com esse santo serviço: queria que participassem no milagre para serem testemunhas convictas e para não esquecerem o que se tinha passado diante dos seus olhos. [...] Foi através deles que mandou sentar as pessoas e distribuir o pão, para que cada um deles pudesse testemunhar o milagre que se realizava nas suas mãos. [...]
Tudo neste acontecimento — o lugar deserto, a terra nua, a escassez de pão e de peixe, a distribuição das mesmas coisas a todos sem preferências, ficando cada um com tanto como o seu vizinho —, tudo isso nos ensina a humildade, a frugalidade e a caridade fraterna. Amar-nos uns aos outros igualmente, colocar tudo em comum entre aqueles que servem o mesmo Deus, eis o que aqui nos ensina o Salvador.

Fonte: Eclesia.com.br


Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

São João Crisóstomo (345-407).

O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba
Homilia nº 12 sobre o Evangelho segundo São Mateus
 
Consideremos o grande milagre que se produziu a seguir, uma vez que ele constitui o prólogo daquilo que iria passar-se em breve. Logo após o batismo do Salvador, não foi o antigo Paraíso que se abriu, foi o próprio céu: «Uma vez batizado, [...] eis que se rasgaram os céus» (Mt 3,16). Porque se terão aberto os céus quando do batismo de Jesus Cristo? Para nos ensinar que o mesmo se passa no nosso: assim nos chama Deus à nossa pátria celeste e nos convida a não ter mais nada em comum com a terra. [...] E se agora não conseguimos ver os mesmos sinais, recebemos, no entanto, as mesmas graças, das quais os sinais eram o símbolo.
Viu-se então uma pomba descer do céu, indicando tanto a João como ao povo hebreu que Jesus era o Filho de Deus; de resto, também a nós nos indica que no momento do nosso batismo o Espírito Santo desce à nossa alma. E se não desce numa forma visível, é porque já não precisamos que isso aconteça, uma vez que é suficiente a nossa fé. [...]
E porque desceu o Espírito Santo na forma duma pomba? Porque a pomba é mansa e pura, e o Espírito é todo Ele pureza e mansidão. Para além disso, a pomba relembra-nos um episódio do Antigo Testamento (Gn 8,10ss.): depois de a terra ter sido submergida pelo dilúvio e toda a humanidade ter perecido, regressou a pomba a comprovar o fim do cataclismo, de ramo de oliva na boca, anunciando o restabelecimento da paz sobre a terra. Ora, tudo isso constitui uma prefiguração dos tempos futuros. [...] Depois de tudo estar perdido, surgiram a libertação e a renovação; e, assim como tudo dantes aconteceu por um dilúvio de chuva, acontece agora por um dilúvio de graça e misericórdia, e já não é só a um homem que a pomba convida a sair da arca para repovoar a terra: agora ela atrai todos os homens para o céu, e em lugar do ramo de oliva traz aos homens a dignidade de filhos de Deus.


Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

Martírio de Inácio de Antioquia - Anônimo (séc. I).


 Martírio de Inácio de Antioquia
Autor: Anônimo (Séc. I)
Tradução: Rafael Rodrigues

CAPÍTULO I - DESEJO DE INÁCIO PELO MARTÍRIO

Quando Trajano, há não muito tempo, subiu ao trono Romano, Inácio, o discípulo de João o apóstolo, um homem em todos os aspectos com um caráter apostólico, governou a Igreja de Antioquia com grande zelo. Tendo, com dificuldade, escapado das tempestades de inúmeras perseguições sob Domiciano, na medida em que, como grande piloto, pela guia da Oração e do Jejum, pela retidão dos seus ensinos e pelo seu [constante] trabalho espiritual, resistiu à enxurrada que rolou contra ele, temendo [apenas] não perder nenhum daqueles que eram fracos de coragem, mas também inaptos para sofrer por suas simplicidades. 

Portanto ele se alegrou diante do tranqüilo estado da Igreja, quando a perseguição cessou, por um curto período de tempo, mas se entristeceu consigo mesmo, pois não havia ainda conseguido chegar dar um verdadeiro testemunho de amor a Cristo, nem chegado ao perfeito posto de um discípulo. Então ele pensava consigo mesmo, que a profissão de fé que é feita pelo martírio, faria com que ele tivesse ainda mais intimidade com o Senhor.

Portanto, continuando uns poucos longos anos com a Igreja, como uma lâmpada divina, iluminou o entendimento de cada um pela exposição das [Sagradas] Escrituras, então ele [por  fim] alcançou o objeto de seu desejo.

CAPÍTULO II - INÁCIO É CONDENADO POR TRAJANO

Então, Trajano, no nono ano de seu reinado, sendo exaltado [com orgulho], depois da vitória sobre os Citas, Dácios e muitas outras nações.  Pensando no corpo religioso dos cristãos, estava ainda querendo completar a subjugação de todas as coisas a ele mesmo, e [Então] ameaçava-os com a perseguição a menos que eles concordassem em adorar os demônios, como fizeram todas as outras nações, assim obrigando a todos os que tinham religião fazerem sacrifícios aos demônios ou então morrer.
Portanto o Nobre Soldado de Cristo, [Inácio], temendo pela Igreja de Antioquia, foi, de acordo com o seu próprio desejo trazido para diante de Trajano, que naquele tempo estava em Antioquia, mas  estava com pressa, para ir contra a Armênia e os partos. E quando Inácio foi colocado diante do imperador Trajano [este príncipe] disse lhe: “Quem é você, perverso vilão, que pões-se a transgredir nossos comandos, e persuadir aos outros a fazerem o mesmo, fazendo com que eles miseravelmente pereçam?”


Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)

São Pedro Crisólogo, Bispo de Ravenna (380-450).

O Jejum agradável a Deus

S. Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Homilia sobre a oração, o jejum e a esmola; PL 52, 320 (trad. Breviário)

«Qual é o jejum que Me agrada? [...] Não é partilhares o teu pão com quem tem fome?» (Is 58, 6-7)


Quem pratica o jejum deve compreender o jejum: deve simpatizar com o homem que tem fome se quer que Deus simpatize com a sua própria fome; deve ser misericordioso se espera obter misericórdia. [...] O que perdemos pela desatenção, devemos conquistá-lo pelo jejum; imolemos as nossas vidas pelo jejum, porque não há nada mais importante que possamos oferecer a Deus, como prova o profeta quando diz: «O sacrifício que agrada a Deus é um espírito contrito; Deus não desprezará um espírito humilhado e contrito» (Sl 50, 19). Oferece pois a tua vida a Deus, oferece a oblação do jejum para que tenhas aí uma oferta pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que inste em teu favor. [...]

Mas, para que estes dons sejam agradáveis, é preciso que venha em seguida a misericórdia. O jejum não dá fruto se não for regado pela misericórdia; o jejum torna-se menos árido pela misericórdia; o que a chuva é para a terra, é a misericórdia para o jejum. Quem jejua pode cultivar o coração, purificar a carne, arrancar os vícios, semear as virtudes; mas, se não verter ondas da misericórdia, não recolhe frutos.

Ó tu que jejuas, o teu campo jejuará também se for privado da misericórdia; ó tu que jejuas, o que espalhas pela tua misericórdia reflectir-se-á na tua granja. Para não desperdiçares pela avareza, recolhe pela generosidade. Dando ao pobre, dás a ti próprio; porque aquilo que não entregas a outrem, não o terás.

Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na "casa de Deus", que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade. ***** (1 Tm 3,15)